domingo, 1 de novembro de 2009

29/10/2009

Sabe de uma coisa? Não quero me acostumar com você. Com seu cheiro doce de loucura e prazer. Com a ansiedade de perda, com o ciúme, com a possessividade, a proteção.

Não quero me conformar.

Não era pra eu estar construindo só a minha vida. Não era pra eu estar arrastando ninguém pelos caminhos por onde me perco.

Eu não consigo te deixar e você não quer me deixar ir.

Você me faz sangrar. E nosso distanciamento só me aproxima ainda mais de você.

E, pela primeira vez, talvez, eu não sei se não quero. Não tenho outra saída, senão estar só.

Ninguém me completa, eu sou completa.

E te quero comigo, embora não devesse.

Completamente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Hoje já não tenho mais saco pra te perdoar.

Ontem você se roubou de mim, hoje você rouba meu maridinho de mim. Me presenteia sempre com a solidão.

Hoje não tenho mais saco pra jogar.

E definir regras de um jogo besta, que eu sei que vou perder. Nunca fui mesmo de fazer joguinhos, de fazer rodeios, de rodiar, de odiar.

Hoje só não me importo, não tenho mais saco pra me importar.

Ontem ia escrever um poema, falando do amor lindo que vivíamos apesar de tudo o que era impossível. Da beleza, da arte, dos sons e gemidos que só seu corpo provoca.

Hoje não tenho mais saco pra tentar.

E te presenteio com o silêncio e a frieza das palavras bem escolhidas. E te poupo das poesias que você tanto despreza.

Hoje não tenho mais saco pra te amar.

E penso em ficar com meu marido, meus outros amores, minhas paixões fugazes, meus desejos voláteis, meus sonhos friáveis, minhas ilusões perenes, meus amantes platônicos.

Hoje não tenho mais saco pra te desejar.

Por que até o que mais me atrai em você, hoje me dá náuseas. Só de imaginar e portanto, sentir na ausência do sentido, a dor que causa, que poderia, que ainda pode causar.

Te admiro, me apaixono, nos perco.

Eu nem sei por que me fiz isso comigo, contigo, conosco.

Mas hoje não tenho mais saco pra pensar.

Porque todo e cada pedacinho de mim se ocupa em sentir a única coisa que nunca me tornei incapaz, e que meu saco cheio nunca pode reprimir.

Mas só porque não posso evitar.

domingo, 23 de agosto de 2009

Introspectivas de uma mente apaixonada

Te trago em mim e me entrego pra ti.
Percebo todas tuas curvas, delírios, desejos, oscilações....
Te vejo em mim, me perco em ti.
Nos seus sonhos, nos seus escritos, nos seus lapsos de consciência quando diz que não me quer, e nos seus lapsos de inconsciência, quando tras á tona toda verdade, todo desejo repudiado, tão distante de se tornar real, tão despretendido.
Eu só quero que vc venha aqui, se perca em mim, assim como eu já me perdi em ti e me prendi na tua alma. Perfeita, intocada, insana, desmedida.
Vem e coloca tua vontade em mim. Vai e arranca de mim toda culpa que vc me atirou e todos os dartos que vc me cuspiu.
Acende em mim essa vontade de querer te ver e te ter acima de qualquer advérbio.
Me despo de toda vaidade e de toda vergonha. Me entrego pra ti, e sou tua.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Morro todos os dias vivendo por você.
Imaginando quando vou te encontrar de novo, te dar um sorriso sem graça, ou te olhar com olhos de raiva. Medindo cada passo, evitando cada olhar, planejando cada movimento, cada palavra não dita.

Porque com você não tem conversa.
Não há arrependimentos, só há desculpas.

A cada tentativa de aproximação, a cada beijo no rosto que você me dá, que mais parece uma facada, a cada olhar de tristeza, cada conversa que começa por um acaso muito bem pensado, me faz cada vez me sentir mais presa na sua teia. Tentando fugir, mas desejando ficar. Pintando gotas de esperança que fazem o alívio fardar-se de prazer. Minha contingencia armadilha.

domingo, 26 de julho de 2009

Pela Obra de Arte que Não Fomos

http://www.youtube.com/watch?v=AFVlJAi3Cso&feature=PlayList&p=DD313C661580664D&index=0&playnext=1

I know i told you you have nothing with the break of my love. You never interfered in this.

Well, i lied.

Today i dont want you anymore, then i feel free to be in love with my lover again. And he's just perfect now. It was your revealed desire that makes me want to escape. And I ran straight into your arms.And, back then, i couldn't resist to you. although I tried, I simply could not. Now you put an end to our little adventure by my own terms. I appreciate that.

You solved a problem that i haven't tried too hard to do so. I not even feel a pain as painful as it could be. I'm not even angry. I'm disappointed, that's it.

You not even destroyed what you built in me. and I not even mind me.

I still feel safe.

And now I can resist you.

And i can love my love.

Though i still want to be alone. I feel better about me, and i feel safer when i'm by my self.
I said you shouldn't feel guilty, that no one could blame you for this.

I didn't lie this time.


I'll not hang around with you any longer. I will not further besmirch me with you. I pretend i just slipped into your feet once. No one will ever care, no one will never connect you to my loneliness.
And i will never blame you, though i will be the only person that knows that it was you who makes me want to feel lonely and free again. That is thanks to you.

And I will always be grateful to you for that.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Por que sou cruel e babaca


Sou.
Porque Amo.
E amo a mim antes de tudo e cansei de fazer tudo pra te agradar. Agrado a mim, diferente de você. Aí sou babaca mesmo. Corro atrás das minhas úteis futilidades só porque isso me faz feliz.

Alguém tem que fazer...

Agora sou cruel porque você é egoísta, infantil e mimado, como você mesmo disse, mas não foi homem o bastante pra deixar de ser. Pra tentar não ser.
Seu silêncio, sua ignorância e a sua ''grande sabedoria'' só te fazem ainda mais infantil. Você não ganha nada com isso, a não ser meu desprezo.

Venha, me faça mais uma vez admirá-lo.
E tente, só esta vez, admirar-me.

Eu nunca consegui deixar de admirar odiosas pessoas cruéis. Talvez o problema seja eu, esteja em mim, mas você nunca será capaz de me fazer ver isto.

Eu te amo, desta forma odiosa.

Assim esgoto minhas armadilhas. Pra fazer valer tamanho sacrifício. Pra nos conquistar (sozinha).

Sou cruel e babaca, sou.

Só pra te ensinar que posso amar a mim também.

domingo, 5 de julho de 2009

Na verdade, não era esse texto que eu deveria estar postando.
Mas você sabem que eu, assim como todo mundo, vivo fazendo coisas que não devo.


Todos os meus medos se tornaram reais.
A angústia, o pesadelo, a solidão. O arrependimento. Ah, arrependimento! Tanto sofri por ti, sem saber que, de fato, chegaria a minha porta. Não só isso. Não se contentou a arrombou a minha casa, desarrumou a minha cama de lençóis de linho, virou minhas gavetas e rasgou meus escritos. Rasgou minhas roupas, minha pele, me retirou do meu abrigo. Bebeu meu vinho, levou toda comida. E me deixou só, com fome e com sede.
Você tinha esse jeito articulado de conseguir o que queria de mim.
Semeou sonhos na minha mente e me fez acreditar que eles se tornariam reais. Mas os sonhos se tornaram encenações baratas, repletas de enganos e contradições. Um afago, uma apunhalado. Um sorriso, uma lágrima. Tudo isso foi contabilizado em uma balança injusta. Cujo peso era medido pelo sentimento mais traiçoeiro do mundo. Contrabalanceado com o mais puro, claro. E sempre. Porque você é assim. E me ensinou a ser assim também. Tão incerta de mim mesma, não duvidosa de todas as certezas. Tão não-decifrável. E ser indecifrável pros outros pode ser bom, sempre dá aquele charme de mistério... O problema é ser indecifrável pra si mesmo. Tão trancado em sua culpa, nas suas realidades distorcidas...
Tão cruel e tão puro.
Tão perfume e tão veneno.
Tão vício, quanto remédio pela sua própria causa. Como a cura para os próprios males que causou.
Deve ser por isso que é tão difícil sair dos seus braços. Porque eles ferem, mas são os únicos que acalentam, que trazem o analgézico. Mas para novamente ferir.
É só você que pode me curar.
Estou louca... Louca de tristeza.